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TDAHmitoEvidência forteRascunho: aguardando revisão

“TDAH some na vida adulta”

Na maioria das pessoas, os sintomas não desaparecem por completo: mudam de forma. A agitação visível da infância costuma virar inquietação interna, e as dificuldades com tempo, organização e atenção ganham peso quando a vida adulta exige mais autonomia. Uma minoria melhora de forma completa e duradoura.

Por muito tempo, o TDAH foi visto como um transtorno da infância que “passava” na adolescência. Estudos que acompanharam crianças com TDAH por muitos anos mudaram essa visão: uma parte importante continua com sintomas que causam prejuízo na vida adulta.

O que muda é a apresentação. A hiperatividade motora tende a diminuir e, no lugar dela, aparece uma sensação de inquietude interna: dificuldade de relaxar, de ficar parado numa reunião, de “desligar” a cabeça. Já a desatenção e as dificuldades nas funções executivas (planejar, priorizar, administrar o tempo) costumam persistir.

O curso também costuma ser flutuante. Fases com menos sintomas se alternam com fases de mais dificuldade, que, para muitas pessoas, coincidem com mudanças de rotina, de trabalho ou de rede de apoio. Ter “melhorado” na adolescência não significa que o TDAH deixou de existir.

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